Barril e gota de petróleo em composição editorial clean sobre fundo neutro

Petróleo sobe mais de 1%; cobre recua e grãos avançam antes da ata do Fed

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Brent supera US$ 92 e WTI se aproxima de US$ 86 nesta quarta-feira; soja, milho e trigo operam em alta, enquanto investidores aguardam estoques dos EUA e a ata do Federal Reserve.

Atualizado em 19 de agosto de 2026, às 07h06, pelo horário de Brasília.

O petróleo sobe nesta quarta-feira (19), sustentado pelo prêmio de risco no mercado de energia e pela expectativa em torno dos estoques dos Estados Unidos. Na leitura feita às 07h06, o Brent avançava 1,13%, a US$ 92,05 por barril, enquanto a referência do petróleo americano subia 1,15%, a US$ 85,92. A direção positiva foi confirmada em uma segunda fonte, que mostrava os futuros de outubro do Brent e do WTI em alta de 0,77% e 0,89%, respectivamente.

O movimento lidera uma abertura mista entre as commodities. Soja, milho e trigo avançam em Chicago, mas o cobre cai cerca de 1% e o minério de ferro recua na China. O ouro exige uma leitura por instrumento: o preço à vista sobe, enquanto o futuro de dezembro apresenta leve queda. No Brasil, o dólar opera perto de R$ 5,21, e as referências domésticas de milho, café e boi gordo disponíveis antes da abertura são os fechamentos oficiais de terça-feira (18), não cotações de hoje.

Cotações das commodities nesta quarta-feira

Mercado e referênciaCotaçãoVariaçãoData e horário/status
Brent, referência internacionalUS$ 92,05/barril+1,13%19/08, captura às 07h06 BRT; intradiária
WTI, referência internacionalUS$ 85,92/barril+1,15%19/08, captura às 07h06 BRT; intradiária
Ouro à vistaUS$ 4.361,04/onça-troy+0,60%19/08, captura às 07h06 BRT; intradiária
Prata à vistaUS$ 63,20/onça-troy-0,19%19/08, captura às 07h06 BRT; intradiária
CobreUS$ 6,4152/libra-1,04%19/08, captura às 07h06 BRT; intradiária
Minério de ferro, China712 yuans/tonelada-0,28%19/08, captura às 07h06 BRT; intradiária
Soja, novembro/26US$ 12,2688/bushel+0,89%19/08, painel às 05h48; futuro derivado
Milho, dezembro/26US$ 4,9010/bushel+0,43%19/08, painel às 05h49; futuro derivado
Trigo, dezembro/26US$ 6,8310/bushel+0,31%19/08, painel às 05h49; futuro derivado
Café arábica, dezembro/26330,58 centavos de US$/libra-0,56%19/08, painel às 05h49; futuro derivado
Milho B3, setembro/26R$ 71,48/saca+1,29%Fechamento oficial de 18/08
Boi gordo B3, agosto/26R$ 348,25/arroba+0,07%Fechamento oficial de 18/08
Dólar/real à vistaR$ 5,2125-0,12%19/08, captura às 07h06 BRT; indicativa

As cotações intradiárias mudam continuamente. Os horários de painel são os exibidos pelo provedor; a captura e a conferência foram realizadas às 07h06 de Brasília. Valores de contratos diferentes não devem ser comparados como se fossem a mesma referência.

Petróleo sobe antes do relatório de estoques dos EUA

O petróleo sobe em uma sessão na qual o mercado volta a calibrar a relação entre risco de oferta, demanda e estoques. A alta aparece tanto nas referências genéricas acompanhadas pela Trading Economics quanto nos futuros de outubro mostrados pelo Investing.com, embora os preços absolutos sejam diferentes porque se tratam de instrumentos distintos.

O próximo teste ocorre às 11h30, no horário de Brasília. A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) publica o resumo semanal de petróleo às 10h30 no horário da costa leste americana. O relatório detalha estoques comerciais de óleo bruto, gasolina e destilados, além de produção, importações e utilização das refinarias.

Nesse ambiente, uma retirada de estoques maior que a esperada tende a reforçar a percepção de aperto no curto prazo; uma surpresa de alta pode reduzir parte do impulso. Trata-se de uma relação esperada pelo mercado, e não de uma previsão sobre o dado que ainda será divulgado.

O contexto internacional continua sensível ao fluxo pelo Estreito de Ormuz. A EIA informou recentemente que as importações chinesas de petróleo diminuíram no segundo trimestre depois que preços mais altos e interrupções de fluxo afetaram a região. Qualquer notícia sobre navegação, sanções ou produção segue capaz de ampliar a volatilidade.

Cobre cai; ouro à vista sobe, mas futuro recua

Entre os metais, o cobre apresenta a queda mais clara da manhã. A referência acompanhada pela Trading Economics cede 1,04%, a US$ 6,4152 por libra, enquanto o contrato de setembro exibido pelo Investing.com recua 1,03%. A confirmação do sinal em dois painéis reduz o risco de confundir uma oscilação isolada com o movimento predominante.

O minério de ferro negociado em yuans cai 0,28%, para 712 yuans por tonelada. O movimento mantém em foco a demanda siderúrgica chinesa e as expectativas para construção e infraestrutura, fatores decisivos para o consumo da matéria-prima.

No ouro, a leitura é dividida. O metal à vista sobe aproximadamente 0,6%, mas o futuro de dezembro cai 0,13%. A diferença pode refletir base, vencimento e dinâmica específica de cada instrumento. A prata recua tanto na referência à vista quanto no futuro de setembro, embora com amplitudes distintas.

Soja, milho e trigo avançam em Chicago

Os grãos começam o dia no campo positivo. Às 05h48 do painel internacional, a soja novembro/26 avançava 0,89%, a US$ 12,2688 por bushel. O milho dezembro/26 subia 0,43%, a US$ 4,9010, e o trigo dezembro/26 ganhava 0,31%, a US$ 6,8310 por bushel.

Uma segunda referência também apontava soja, milho e trigo em alta nesta quarta-feira, ainda que com contratos genéricos e preços diferentes. Para o produtor brasileiro, a direção em Chicago deve ser lida em conjunto com câmbio, prêmios portuários, logística e disponibilidade regional.

O último relatório de progresso de safras do USDA mostrou 60% do milho dos Estados Unidos em condição boa ou excelente e 61% da soja nessa faixa, ambos um ponto percentual abaixo da semana anterior. O desenvolvimento, porém, seguia adiantado em relação à média em etapas como milho em enchimento e soja formando vagens. Esses dados ajudam a explicar por que clima e potencial de rendimento permanecem no centro da formação de preços.

No mercado brasileiro, o milho setembro/26 encerrou terça-feira a R$ 71,48 por saca, alta de 1,29%, segundo dados da B3 reproduzidos pelo Notícias Agrícolas. Esse número é um fechamento de 18/08 e não deve ser apresentado como variação desta manhã.

Café corrige após alta e boi gordo tem referência anterior

O café arábica dezembro/26 recua 0,56% no painel internacional após a forte valorização observada na sessão anterior. Na B3, o contrato setembro/26 fechou terça-feira a US$ 419,00 por saca de 60 quilos, alta de 3,30%. Novamente, a referência brasileira é do fechamento de 18/08.

Para o boi gordo, ainda não havia negociação de 19/08 disponível durante a apuração. O contrato agosto/26 da B3 encerrou a véspera a R$ 348,25 por arroba, com ganho de 0,07%. O indicador Cepea/Esalq à vista ficou em R$ 344,80 por arroba, queda de 0,07%, também datado de terça-feira.

Dólar e ata do Fed entram no radar

O dólar era indicado a R$ 5,2125, queda de 0,12% no dia. Para as commodities brasileiras, o câmbio pode compensar ou ampliar movimentos externos quando os preços são convertidos para reais.

Às 15h, Brasília, o Federal Reserve publica a ata da reunião de 28 e 29 de julho. O documento pode alterar as expectativas para os juros americanos ao detalhar a avaliação dos dirigentes sobre inflação, atividade e riscos. Juros e dólar influenciam o custo de carregamento, a demanda por metais preciosos e o apetite por ativos de risco.

Agenda e riscos para o mercado de commodities

  • 11h30: resumo do Relatório Semanal de Petróleo da EIA, com estoques, produção e atividade de refino nos Estados Unidos.
  • 15h00: ata da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
  • Durante o dia: atualização dos mercados físicos brasileiros, do câmbio e dos futuros na B3.
  • Riscos: geopolítica no Oriente Médio, fluxo pelo Estreito de Ormuz, clima nas áreas produtoras dos EUA, demanda chinesa e oscilações do dólar.

O que acompanhar nesta quarta-feira

O petróleo lidera os ganhos da abertura, mas a sustentação do movimento dependerá do relatório de estoques e de eventuais notícias sobre oferta. O cobre em queda sinaliza cautela nos metais industriais, enquanto a alta dos grãos mantém o clima americano e a demanda no radar.

A principal regra de leitura nesta manhã é separar instrumentos e datas: petróleo e grãos trazem referências intradiárias de 19/08; boi gordo e contratos domésticos citados ainda refletem o encerramento de 18/08. Essa distinção evita transformar o fechamento de ontem em uma falsa cotação de hoje.

Fontes consultadas

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