Café arábica lidera os ganhos internacionais nesta segunda-feira, enquanto petróleo e metais avançam. Em Chicago, soja e milho operam no positivo, mas o trigo inicia a semana em queda.
Atualizado em 17 de agosto de 2026, às 07h20, pelo horário de Brasília.
O café lidera os ganhos no mercado internacional e ocupa o centro da abertura das commodities nesta segunda-feira. O contrato dezembro de 2026 do arábica era negociado em Nova York a 320,15 cents por libra, alta de 1,86%, na captura feita às 07h20 de Brasília. O movimento foi confirmado por uma segunda referência, que indicava valorização de 2% na sessão de 17 de agosto.
O petróleo também avançava, com Brent e WTI sustentados pela incerteza sobre o fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz. Nos grãos, soja e milho registravam ganhos moderados depois da volatilidade provocada pelo WASDE de agosto, enquanto o trigo dezembro recuava cerca de 0,5% em Chicago.
No Brasil, a B3 ainda não havia iniciado o pregão no momento da consulta. Por isso, as referências domésticas de milho, café e boi gordo abaixo são exclusivamente os últimos fechamentos disponíveis, de 14 de agosto, e não indicam alta ou queda nesta segunda-feira.
Cotações na abertura desta segunda-feira
| Ativo | Contrato, mercado e unidade | Cotação | Variação | Data, horário e status |
|---|---|---|---|---|
| Café arábica | Dez/26, Nova York, cents/libra | 320,15 | +1,86% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| Brent | Out/26, ICE, US$/barril | US$ 89,51 | +1,12% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| WTI | Out/26, Nymex, US$/barril | US$ 82,23 | +0,93% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| Ouro | spot XAU/USD, US$/onça | US$ 4.397,80 | +0,48% | 17/08, captura às 07h20 BRT; indicativa |
| Prata | spot XAG/USD, US$/onça | US$ 65,590 | +1,37% | 17/08, captura às 07h20 BRT; indicativa |
| Cobre | Set/26, Comex, US$/libra | US$ 6,6930 | +1,21% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| Minério de ferro | referência chinesa, CNY/tonelada | 706,50 yuans | -0,56% | 17/08, captura às 07h20 BRT; indicativa |
| Soja | Nov/26, Chicago, US$/bushel | US$ 11,9850 | +0,46% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| Milho | Dez/26, Chicago, US$/bushel | US$ 4,8588 | +0,60% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| Trigo | Dez/26, Chicago, US$/bushel | US$ 6,8530 | -0,54% | 17/08, captura às 07h20 BRT; intradiária |
| Dólar | USD/BRL, mercado spot | R$ 5,2184 | direção divergente | 17/08, captura às 07h20 BRT; indicativa |
| Milho | Set/26, B3, R$/saca de 60 kg | R$ 70,29 | +1,34% | fechamento de 14/08; horário não exibido pela fonte |
| Café arábica 4/5 | Set/26, B3, US$/saca de 60 kg | US$ 402,90 | -0,26% | fechamento de 14/08; horário não exibido pela fonte |
| Boi gordo | Ago/26, B3, R$/arroba | R$ 346,50 | -0,47% | fechamento de 14/08; horário não exibido pela fonte |
As referências internacionais foram consultadas simultaneamente. O provedor principal exibia atualizações próximas de 06h18 em seu próprio painel, sem apresentar de forma inequívoca o fuso; por isso, o horário registrado na tabela é o momento da captura em Brasília. As direções de café, petróleo, metais e grãos foram confrontadas com uma segunda fonte datada de 17 de agosto. No câmbio, os provedores divergiam sobre o sinal, e a direção foi omitida.
Café sobe no mercado internacional e lidera os ganhos
O café arábica dezembro avançava perto de 2% em Nova York, o maior movimento entre as principais commodities agrícolas acompanhadas nesta abertura. A alta ganha relevância para o Brasil por ocorrer durante a fase final da colheita e em um mercado ainda sensível à disponibilidade de grãos de melhor qualidade, aos estoques certificados e às expectativas para a próxima florada.
A Conab estima a produção brasileira de café em 66,7 milhões de sacas na safra 2026. A oferta elevada funciona como limite potencial para movimentos prolongados, mas não elimina oscilações provocadas por qualidade, ritmo de comercialização, clima e recomposição de posições nos futuros.
Não foi identificado um único fato novo capaz de explicar sozinho a valorização desta manhã. A leitura mais prudente é de que a alta combina ajuste de posições com a sensibilidade habitual do mercado às informações sobre estoques e à etapa final da colheita brasileira. Trata-se de uma inferência a partir do comportamento dos preços e dos fundamentos disponíveis, não de uma causa confirmada pela bolsa.
Na B3, o café setembro fechou sexta-feira a US$ 402,90 por saca, queda de 0,26%. Esse dado pertence ao pregão de 14 de agosto e não deve ser confundido com a alta registrada nesta segunda-feira em Nova York.
Petróleo avança com Ormuz novamente no radar
O Brent outubro subia 1,12%, para US$ 89,51 por barril, enquanto o WTI outubro avançava 0,93%, a US$ 82,23. As duas referências mostravam negociação da sessão de 17 de agosto, e a direção positiva foi confirmada em outro provedor internacional.
O mercado voltou a incorporar prêmio de risco diante da incerteza sobre um acordo envolvendo o Irã e da restrição ao trânsito pelo Estreito de Ormuz. A rota continua essencial para embarques de petróleo e gás do Oriente Médio. A Associated Press informou nesta segunda-feira que as perspectivas de um acordo permanecem indefinidas e que a estabilidade do abastecimento segue incerta.
A EIA já havia destacado que as interrupções no Oriente Médio elevaram a volatilidade do petróleo no segundo trimestre. Para o agronegócio, energia mais cara pode afetar fretes, combustíveis, fertilizantes e margens de processamento, embora o impacto dependa da duração do movimento.
Milho e soja avançam; trigo recua em Chicago
O milho dezembro era negociado a US$ 4,8588 por bushel, alta de 0,60%, e a soja novembro subia 0,46%, a US$ 11,9850. O trigo dezembro seguia na direção oposta, com queda de 0,54%, para US$ 6,8530 por bushel. Uma segunda fonte confirmou o sinal de cada mercado, embora utilizasse referências genéricas ou vencimentos diferentes.
Os investidores ainda processam o WASDE de agosto do USDA. O relatório reduziu a produtividade e os estoques finais projetados do milho americano, enquanto manteve a perspectiva de oferta elevada. Na soja, revisões de área, produção e esmagamento seguem no centro das avaliações. Para o trigo, a oferta mundial e o fluxo do Mar Negro continuam contrabalançando o ajuste mais apertado nos Estados Unidos.
O próximo teste ocorre no fim do dia. O USDA programou a divulgação do relatório semanal de condições e progresso das lavouras para as 16h no horário do leste dos Estados Unidos, equivalente a 17h em Brasília. Mudanças nas avaliações de milho e soja podem alterar as expectativas de produtividade e ampliar a volatilidade na sessão seguinte.
No mercado brasileiro, o milho setembro da B3 fechou em R$ 70,29 por saca na sexta-feira, com alta de 1,34%. Como a bolsa ainda estava fechada às 07h20, esse movimento não pode ser apresentado como variação de hoje.
Metais avançam, mas minério de ferro recua
O ouro spot subia 0,48%, a US$ 4.397,80 por onça, enquanto a prata ganhava 1,37% e o cobre avançava 1,21%. O conjunto sugere procura por proteção e, ao mesmo tempo, maior apetite em metais industriais, mas as razões não são idênticas para cada ativo.
Juros americanos, dólar e atividade chinesa permanecem como os principais vetores. Dados recentes mais fracos do varejo dos Estados Unidos reforçaram a discussão sobre desaceleração econômica, enquanto a inflação ainda elevada mantém dúvidas sobre a trajetória do Federal Reserve. A ata da reunião de julho do banco central americano será divulgada na quarta-feira.
O minério de ferro contrariava os demais metais, com referência chinesa de 706,50 yuans por tonelada e queda de 0,56%. Como o mesmo contrato não foi validado em uma segunda fonte com horário equivalente, o valor deve ser tratado apenas como indicação e não foi usado para definir a manchete.
Boi gordo e dólar exigem cautela na leitura
O boi gordo agosto encerrou sexta-feira a R$ 346,50 por arroba na B3, queda de 0,47%. É o último fechamento disponível, de 14 de agosto. A formação dos preços nesta segunda-feira dependerá das escalas de abate, da carne no atacado, das exportações e do comportamento do câmbio após a abertura.
O dólar era indicado a R$ 5,2184 na consulta desta manhã. Um provedor mostrava leve queda do USD/BRL, enquanto outro indicava alta. Diante da divergência, a matéria registra apenas o nível de preço e não atribui direção à moeda. Para soja, milho, café e boi, o câmbio continua decisivo na conversão das referências internacionais para reais.
Agenda e riscos do dia
A abertura regular de Chicago será o primeiro teste para os movimentos observados na negociação eletrônica. Às 17h de Brasília, o Crop Progress do USDA deve atualizar a condição das lavouras americanas. O mercado também acompanhará notícias sobre Ormuz, o dólar, o comportamento dos metais na China e as expectativas para a ata do Federal Reserve na quarta-feira.
Os principais riscos são mudança de direção com o aumento da liquidez, notícias geopolíticas inesperadas, revisões de clima nos Estados Unidos e novas informações sobre a colheita brasileira de café. No Brasil, a abertura da B3 poderá produzir movimentos diferentes dos fechamentos de sexta-feira apresentados na tabela.
O cenário das 07h20 é de café liderando os ganhos, petróleo e metais em alta, soja e milho no campo positivo e trigo em queda. Todas essas referências internacionais são intradiárias e podem mudar ao longo da sessão.
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