Barras de prata representam a queda do metal na abertura do mercado

Prata recua mais de 1,5%; petróleo e grãos avançam

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Prata e cobre lideram as perdas entre os metais nesta terça-feira, enquanto petróleo, soja, milho e trigo avançam. O mercado também digere o Crop Progress do USDA e aguarda uma sequência de indicadores dos Estados Unidos.

Atualizado em 18 de agosto de 2026, às 07h30, pelo horário de Brasília.

A prata recua com força na abertura internacional desta terça-feira e concentra o principal movimento entre as commodities acompanhadas pelo AgroSignal. O contrato setembro de 2026 era negociado a US$ 65,130 por onça, queda de 1,66%, na captura realizada às 07h30 de Brasília. Uma segunda referência também confirmava o sinal negativo, embora mostrasse recuo menor e utilizasse uma cotação genérica.

O ouro e o cobre acompanhavam a pressão sobre os metais. Em sentido contrário, Brent e WTI mantinham ganhos, enquanto soja, milho e trigo subiam entre 0,7% e 0,8% no pregão eletrônico de Chicago. O café arábica oscilava perto da estabilidade, com baixa de 0,08% em Nova York.

No Brasil, a B3 ainda não havia iniciado o pregão no momento da consulta. As referências domésticas de milho, café e boi gordo apresentadas abaixo são, portanto, os fechamentos de 17 de agosto e não representam a variação desta terça-feira.

Cotações das commodities nesta terça-feira

AtivoContrato, mercado e unidadeCotaçãoVariaçãoData, horário e status
PrataSet/26, Comex, US$/onçaUS$ 65,130-1,66%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
OuroDez/26, Comex, US$/onçaUS$ 4.451,76-0,49%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
CobreSet/26, Comex, US$/libraUS$ 6,5465-1,05%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
Minério de ferroreferência chinesa, CNY/tonelada714,00 yuans+1,06%18/08, consulta às 07h30 BRT; indicativa, uma fonte
BrentOut/26, ICE, US$/barrilUS$ 91,05+0,20%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
WTIOut/26, Nymex, US$/barrilUS$ 84,21+0,56%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
SojaNov/26, Chicago, US$/bushelUS$ 12,2463+0,71%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
MilhoDez/26, Chicago, US$/bushelUS$ 4,9262+0,74%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
TrigoDez/26, Chicago, US$/bushelUS$ 6,9425+0,76%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
Café arábicaDez/26, Nova York, cents/libra317,63-0,08%18/08, captura às 07h30 BRT; intradiária
DólarUSD/BRL, mercado spotR$ 5,2037direção divergente18/08, consulta às 07h30 BRT; indicativa
MilhoSet/26, B3, R$/saca de 60 kgR$ 70,57+0,53%fechamento de 17/08; horário não exibido pela fonte
Café arábica 4/5Set/26, B3, US$/saca de 60 kgUS$ 405,60+0,65%fechamento de 17/08; horário não exibido pela fonte
Boi gordoAgo/26, B3, R$/arrobaR$ 347,70+0,20%fechamento de 17/08; horário não exibido pela fonte

As cotações internacionais foram capturadas simultaneamente no painel de futuros em tempo real do Investing.com. Os sinais de petróleo, metais, soja, milho, trigo e café foram confrontados com a página de commodities da Trading Economics. Os provedores usam referências e contratos que nem sempre são idênticos; por isso, a segunda fonte foi utilizada para confirmar a direção, e não para combinar preços.

Prata recua e cobre amplia a cautela nos metais

A prata apresentava a maior oscilação percentual do grupo monitorado, com queda superior a 1,5%. Ouro e cobre também operavam no campo negativo. A combinação chama atenção porque reúne um metal precioso associado à proteção, outro com uso financeiro e industrial e um insumo diretamente ligado à atividade econômica.

Não foi identificado um único fato novo capaz de explicar isoladamente a correção desta manhã. A leitura mais prudente é que o movimento reflete ajuste de posições antes de indicadores americanos e das atas do Federal Reserve, além das oscilações do dólar e dos juros dos títulos públicos dos Estados Unidos. Essa relação é uma inferência de mercado, e não uma causa confirmada pelas bolsas.

O ouro dezembro caía 0,49%, enquanto o cobre setembro perdia 1,05%. Uma segunda fonte mostrava ouro em baixa de 0,55%, prata recuando 1,19% e cobre cedendo 1,17%, o que reforça a consistência do sinal negativo mesmo com diferenças entre os instrumentos.

O minério de ferro destoava, com indicação de alta de 1,06%, a 714 yuans por tonelada na China. Como o mesmo contrato não foi validado em outra fonte com horário equivalente, o valor é apresentado apenas como referência indicativa e não foi usado para definir sozinho a tendência dos metais industriais.

Petróleo avança, mas oferta global limita a leitura

O Brent outubro subia 0,22%, a US$ 91,05 por barril, enquanto o WTI outubro avançava 0,69%, para US$ 84,21. A direção positiva foi confirmada pela Trading Economics, embora a referência de petróleo americano daquele provedor apresentasse preço diferente.

A energia permanece sensível aos fluxos pelo Estreito de Ormuz e às expectativas para a oferta. A Energy Information Administration informou em julho que o aumento do tráfego após o memorando entre Estados Unidos e Irã elevou a perspectiva de recuperação da produção e do comércio de petróleo até o fim do ano. A agência também projetou aumento da oferta global, fator que pode limitar altas prolongadas.

Para o agronegócio brasileiro, petróleo mais caro tende a elevar a atenção sobre diesel, fretes, fertilizantes e custos de processamento. O efeito, porém, depende da duração do movimento e do câmbio. Um avanço intradiário não permite concluir, por si só, que haverá repasse imediato ao produtor.

O próximo ponto relevante para energia será o relatório semanal de estoques da EIA, normalmente divulgado às quartas-feiras às 10h30 no horário do leste dos Estados Unidos, equivalente a 11h30 em Brasília nesta época do ano.

Soja, milho e trigo sobem após Crop Progress

Os três principais grãos acompanhados avançavam no pregão eletrônico. O trigo dezembro liderava com alta de 0,76%, seguido por milho dezembro, com 0,74%, e soja novembro, com 0,71%.

O mercado digere o Crop Progress divulgado pelo USDA em 17 de agosto. O relatório mostrou 60% do milho americano em condição boa ou excelente na semana encerrada em 16 de agosto, ante 61% na semana anterior. Na soja, a soma das áreas boas e excelentes ficou em 61%, também um ponto percentual abaixo do levantamento anterior.

O desenvolvimento das lavouras continuou adiantado em várias etapas. No milho, 76% das áreas estavam na fase de formação de grãos, acima da média de 70%, e 29% já apresentavam grãos dentados, contra média de 24%. Na soja, 85% das lavouras formavam vagens, acima dos 80% da média dos cinco anos anteriores.

A redução marginal das notas de condição oferece algum suporte às cotações, mas não explica sozinha os ganhos. Clima, demanda de exportação, posicionamento dos fundos e a elevada expectativa de oferta depois do WASDE continuam decisivos. Os preços podem mudar de direção quando a liquidez aumentar na abertura regular de Chicago.

Na B3, o milho setembro fechou segunda-feira a R$ 70,57 por saca, alta de 0,53%. Esse dado pertence ao pregão de 17 de agosto. A negociação doméstica desta terça-feira ainda não havia começado às 07h30.

Café oscila perto da estabilidade; boi aguarda a B3

O café arábica dezembro recuava 0,08% em Nova York, a 317,63 cents por libra. A Trading Economics apontava queda de 0,12%, praticamente o mesmo sinal. Depois de liderar os ganhos na manhã anterior, o mercado realiza um ajuste moderado e continua atento à etapa final da colheita brasileira, aos estoques certificados e às expectativas para a próxima florada.

No mercado brasileiro, o café arábica 4/5 setembro encerrou 17 de agosto a US$ 405,60 por saca, alta de 0,65%, segundo o Notícias Agrícolas. Novamente, trata-se do último fechamento disponível, e não de uma cotação de hoje.

O boi gordo agosto fechou a R$ 347,70 por arroba na B3, avanço de 0,20%. A formação dos preços nesta terça-feira dependerá das escalas de abate, do atacado, das exportações e da abertura do câmbio. No mercado físico, as diferenças regionais recomendam cautela ao transformar uma referência futura em indicação para todas as praças.

Dólar e agenda dos Estados Unidos entram no radar

O dólar era indicado a R$ 5,2037 na consulta desta manhã. A Trading Economics mostrava leve alta do USD/BRL, enquanto o cabeçalho do Notícias Agrícolas indicava recuo. Diante da divergência entre provedores, a matéria registra o nível aproximado e não atribui direção definitiva à moeda.

Às 09h30 de Brasília, o Census Bureau divulgará os dados de licenças e início de construção de moradias referentes a julho. No mesmo horário, o mercado receberá os preços de importação dos Estados Unidos. Às 10h15, saem produção industrial e utilização da capacidade instalada.

Na quarta-feira, às 15h de Brasília, o Federal Reserve publicará a ata da reunião de 28 e 29 de julho. O documento pode alterar as expectativas para os juros e, consequentemente, provocar oscilações no dólar, nos metais e nas commodities agrícolas.

Agenda e riscos do dia

Além dos indicadores americanos, os investidores acompanharão a abertura regular de Chicago, o comportamento do dólar, as notícias sobre oferta de petróleo e as atualizações meteorológicas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. No Brasil, a abertura da B3 será importante para separar os novos movimentos dos fechamentos de segunda-feira.

Os principais riscos são uma mudança brusca de direção após os dados dos Estados Unidos, revisões de clima, notícias geopolíticas inesperadas e diferenças de liquidez entre a negociação eletrônica e a sessão regular. As cotações das 07h30 são intradiárias e podem variar ao longo do dia.

O cenário desta abertura é de prata recuando, com ouro e cobre também pressionados, enquanto petróleo, soja, milho e trigo avançam. O contraste reforça a necessidade de analisar cada mercado separadamente, sem transformar um movimento geral em recomendação de compra ou venda.

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