Espigas de trigo douradas representam a alta do cereal na abertura de mercado

Abertura de Mercado: trigo lidera ganhos em Chicago; petróleo avança e ouro fica estável

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Grãos negociados nos Estados Unidos operam no positivo na manhã desta sexta-feira, enquanto café e cobre recuam. Referências brasileiras ainda correspondem ao fechamento de quinta-feira.

Atualizado em 14 de agosto de 2026, às 07h48, pelo horário de Brasília.

O trigo lidera a abertura internacional das commodities nesta sexta-feira. O contrato setembro de 2026 negociado em Chicago era indicado a US$ 6,6440 por bushel, alta de 1,75%, na captura feita às 07h48 de Brasília. Milho e soja também avançavam, mas em ritmo mais moderado.

O quadro marca uma recuperação parcial depois do ajuste de quinta-feira. É importante separar as sessões: o milho dezembro havia saltado 4,40% no fechamento de quarta-feira, 12 de agosto, mas devolveu parte desse movimento na quinta-feira, quando encerrou a US$ 4,72 por bushel, queda de 1,82%. Nesta manhã de 14 de agosto, a referência intradiária do mesmo contrato voltou ao campo positivo, com ganho próximo de 0,83%.

Fora dos grãos, petróleo e prata subiam levemente. Ouro oscilava perto da estabilidade, enquanto cobre e café arábica recuavam. No Brasil, a B3 ainda não havia iniciado o pregão; por isso, milho, café e boi gordo domésticos aparecem somente como último fechamento disponível, datado de 13 de agosto.

Cotações na abertura desta sexta-feira

AtivoContrato ou referênciaCotaçãoVariaçãoData, horário e status
TrigoSet/26, ChicagoUS$ 6,6440/bushel+1,75%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
MilhoDez/26, ChicagoUS$ 4,7590/bushel+0,83%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
SojaNov/26, ChicagoUS$ 11,8663/bushel+0,39%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
Café arábicaDez/26, Nova York310,90 cents/libra-0,61%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
WTISet/26US$ 81,76/barril+0,63%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
BrentOut/26US$ 87,20/barril+0,15%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
Ourospot XAU/USDUS$ 4.351,78/onça+0,02%14/08, captura às 07h48 BRT; indicativa
Prataspot XAG/USDUS$ 64,662/onça+0,30%14/08, captura às 07h48 BRT; indicativa
CobreSet/26US$ 6,5798/libra-0,43%14/08, captura às 07h48 BRT; intradiária
Minério de ferroreferência chinesa710,50 yuans/tonelada+0,78%14/08, captura às 07h48 BRT; indicativa
DólarUSD/BRLR$ 5,1822direção não confirmada14/08, captura às 07h48 BRT; indicativa
MilhoSet/26, B3R$ 69,34estável13/08, 18h21 BRT; último fechamento disponível
CaféSet/26, B3US$ 403,00/sacaestável13/08, 18h21 BRT; último fechamento disponível
Boi gordoAgo/26, B3R$ 348,05/arrobaestável13/08, 18h21 BRT; último fechamento disponível

As referências internacionais foram capturadas simultaneamente. Os provedores exibiam atualizações próximas de 06h46, sem identificar claramente o fuso na tabela; por isso, o horário informado acima é o momento da consulta em Brasília. Preços intradiários podem mudar ao longo da sessão. As referências da B3 são do fechamento anterior e não representam movimento de 14 de agosto.

Trigo sobe em Chicago e lidera os grãos

O trigo setembro avançava quase 2%, ampliando o movimento positivo observado no complexo agrícola. O mercado continua processando o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No balanço americano, o USDA reduziu a produção estimada e os estoques finais de trigo, enquanto elevou o preço médio projetado ao produtor.

O ajuste oferece suporte ao cereal, mas não elimina as incertezas. O balanço mundial continua relativamente confortável, e os preços permanecem sensíveis ao ritmo das colheitas no Hemisfério Norte, às exportações do Mar Negro e a eventuais problemas logísticos. Assim, a alta desta manhã combina fundamentos mais ajustados nos Estados Unidos com recuperação técnica após a volatilidade das últimas sessões.

Para o Brasil, a valorização do trigo internacional pode melhorar a sustentação das referências domésticas, mas o efeito depende do dólar, da qualidade da safra nacional e da necessidade de importação. A cotação brasileira também responde à diferença entre trigo para moagem e produto de menor qualidade.

Milho recupera parte da queda de quinta-feira

O milho dezembro operava a US$ 4,7590 por bushel, alta de 0,83%. O movimento não deve ser confundido com o salto de 4,40% registrado em 12 de agosto. Na quinta-feira, 13 de agosto, o contrato encerrou a US$ 4,72, com perda de 1,82%. A sessão desta sexta-feira começou com recuperação parcial.

O relatório mensal do USDA reduziu a produtividade projetada do milho americano e diminuiu os estoques finais da safra 2026/27. Ao mesmo tempo, a produção esperada permanece elevada. Essa combinação tende a produzir volatilidade: uma oferta ainda grande limita altas mais longas, enquanto estoques menores e demanda de exportação oferecem suporte nas quedas.

Clima no Meio-Oeste, vendas externas e uso para etanol permanecem no radar. A confirmação do movimento dependerá da sessão regular em Chicago, quando liquidez e participação comercial aumentam.

No Brasil, o milho setembro da B3 fechou quinta-feira a R$ 69,34 por saca. Como a bolsa ainda estava fechada no momento da apuração, não há base para afirmar que o contrato sobe ou cai nesta sexta-feira.

Soja avança com demanda e dólar no radar

A soja novembro subia 0,39%, para US$ 11,8663 por bushel. O mercado equilibra sinais de demanda com a perspectiva de uma safra americana volumosa. No WASDE de agosto, a área plantada e a produção foram elevadas, enquanto a produtividade sofreu pequena redução.

O aumento do esmagamento doméstico ajuda a absorver parte da oferta, mas os estoques finais também foram revisados para cima. Compras chinesas, clima na reta final do desenvolvimento das lavouras e expectativas para o plantio sul-americano continuam sendo os principais vetores.

O dólar era indicado ao redor de R$ 5,18 na consulta desta manhã. Como o provedor apresentava inconsistência entre a variação nominal e a percentual, a direção do câmbio foi omitida. Para produtores brasileiros, o nível da moeda continua relevante porque pode compensar ou ampliar movimentos de Chicago na formação dos preços em reais.

Petróleo avança pouco; ouro e cobre divergem

O WTI setembro subia 0,63%, a US$ 81,76 por barril, enquanto o Brent outubro avançava 0,15%, para US$ 87,20. O mercado continua sensível ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e à recomposição dos estoques globais.

A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos mantém o alerta de que restrições ao transporte pelo estreito podem reduzir estoques internacionais e sustentar preços. Ao mesmo tempo, dados semanais de estoques americanos e sinais de normalização parcial do fluxo físico podem limitar o prêmio geopolítico.

Nos metais, o ouro spot oscilava perto da estabilidade, com alta de 0,02%, e a prata subia 0,30%. O cobre setembro recuava 0,43%. Juros americanos, dólar e indicadores de atividade da China seguem determinantes para esses mercados.

O minério de ferro tinha referência indicativa de 710,50 yuans por tonelada, alta de 0,78%. Como não foi possível validar o mesmo contrato em uma segunda fonte com horário equivalente, o número não é usado para definir a manchete e deve ser lido apenas como indicação do mercado chinês.

Café recua em Nova York; B3 ainda reflete quinta-feira

O café arábica dezembro perdia 0,61%, cotado a 310,90 cents por libra em Nova York. A formação de preços continua dividida entre o ritmo da colheita brasileira, a disponibilidade de estoques certificados e as perspectivas de produção global.

Na B3, o café setembro fechou a sessão anterior em US$ 403 por saca. Assim como no milho e no boi gordo, essa referência é de quinta-feira e não permite inferir a direção do pregão brasileiro de hoje.

O boi gordo agosto terminou o último pregão disponível em R$ 348,05 por arroba. Escalas de abate, preços da carne no atacado, exportações e câmbio devem orientar a sessão quando a B3 abrir.

Agenda e riscos do dia

Na agenda desta sexta-feira, os mercados devem acompanhar novos indicadores americanos, notícias sobre demanda chinesa e a evolução das rotas de energia no Oriente Médio. Para os grãos, a abertura regular de Chicago será o primeiro teste para a sustentação dos ganhos observados na sessão eletrônica.

Os principais riscos são uma mudança de direção com o aumento da liquidez, revisões nas expectativas de clima dos Estados Unidos e novas notícias geopolíticas. No Brasil, o comportamento do dólar e a abertura da B3 podem alterar rapidamente as referências em reais.

O cenário das 07h48 é de trigo liderando uma recuperação dos grãos, petróleo em leve alta e metais divididos. A leitura deve permanecer condicional: são preços intradiários da sessão de 14 de agosto, não fechamentos definitivos.

Fontes consultadas

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