Grãos de café em destaque diante de milho, soja e trigo e telas com gráficos de mercado

Abertura de Mercado: café recua após forte alta e grãos caem em Chicago

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Na abertura de mercado agro desta quarta-feira, 29 de julho, o café arábica começou abaixo do fechamento anterior e voltou a operar em queda perto das 9h30, depois de oscilar entre perdas e uma recuperação passageira. Ao mesmo tempo, milho, soja e trigo recuavam na negociação eletrônica de Chicago. Para o produtor brasileiro, a leitura correta da abertura exige separar as cotações parciais desta manhã dos indicadores domésticos, que ainda refletem o fechamento de terça-feira.

Na consulta das 9h30, o contrato setembro/26 do café arábica era indicado a 338,78 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,18% em relação ao ajuste anterior. O vencimento abriu a 335,58 cents/lb e já havia percorrido a faixa de 334,13 a 342,63 cents/lb, mostrando um pregão volátil. O movimento corrige parte da forte valorização de terça-feira, quando a queda dos estoques certificados da ICE ampliou a preocupação com a oferta disponível.

Café recua após disparada e mercado mede avanço da colheita

A baixa desta manhã não elimina o aperto que sustentou o café no pregão anterior. Os estoques certificados de arábica na ICE somavam 292.810 sacas em 27 de julho, abaixo das 329.870 sacas registradas uma semana antes e muito distantes das 800.326 sacas existentes um ano atrás. Com menos produto disponível para entrega, qualquer mudança na expectativa sobre a safra brasileira tende a provocar movimentos rápidos.

Do lado da oferta, a colheita dos cooperados da Cooxupé alcançou 58,3% da área até 24 de julho. O avanço dos trabalhos coloca mais café novo no mercado e ajuda a explicar a realização de lucros depois da disparada de terça-feira. Ainda assim, estoques reduzidos na bolsa e incertezas sobre a qualidade e o ritmo da safra mantêm a volatilidade elevada.

No Brasil, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 fechou a terça-feira em R$ 1.782,18 por saca de 60 quilos, alta de 3,28%. Esse valor é uma referência do dia anterior — não uma cotação desta manhã — e pode reagir ao longo desta quarta-feira à oscilação de Nova York e ao câmbio.

Soja lidera perdas entre os grãos em Chicago

Na negociação eletrônica consultada por volta das 9h30, a soja agosto/26 recuava 0,95%, para 1.200,50 centavos de dólar por bushel. O milho setembro/26 caía 0,49%, a 456,25 cents/bushel, enquanto o trigo SRW setembro/26 cedia 0,11%, a 661,75 cents/bushel.

As perdas ocorrem mesmo após a piora das condições das lavouras norte-americanas. Na semana encerrada em 26 de julho, 63% do milho estava classificado como bom ou excelente, quatro pontos percentuais abaixo da leitura anterior. Na soja, a parcela em condição boa ou excelente também ficou em 63%, queda de três pontos. O dado limita parte da pressão, mas não impede ajustes técnicos e realização depois da reação do pregão anterior.

Para o mercado, a atenção permanece sobre temperatura, chuvas e produtividade no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Uma mudança no clima pode alterar rapidamente o prêmio de risco, sobretudo em fases decisivas das lavouras. Por isso, os valores desta abertura devem ser tratados como parciais, e não como fechamento definitivo.

Safrinha mantém pressão sobre o milho brasileiro

No Centro-Sul do Brasil, a colheita da segunda safra de milho atingiu 44,1% da área estimada até 24 de julho, segundo a Safras & Mercado. O ritmo estava abaixo dos 49,2% de um ano antes e da média de cinco anos, de 54,7%, mas a entrada de produto continua aumentando a oferta regional e a necessidade de espaço nos armazéns.

Esse quadro ajuda a explicar o fechamento de R$ 65,22 por saca de 60 quilos no Indicador ESALQ/B3 do milho em 28 de julho, queda de 0,38%. Na soja, o Indicador ESALQ/B3 de Paranaguá encerrou a terça-feira em R$ 147,89 por saca, avanço de 0,09%. A direção dos preços no interior pode divergir dessas referências por causa de frete, prêmios, base regional e disponibilidade imediata.

Dólar fica perto da estabilidade e petróleo avança

O dólar comercial era negociado a R$ 5,1220 às 9h30, alta de 0,03%, praticamente estável. Um real mais fraco tende a melhorar a conversão das receitas de exportação, enquanto uma valorização da moeda brasileira reduz parte desse efeito. Para café, soja e milho, o câmbio precisa ser lido junto com a bolsa internacional e os prêmios nos portos.

Nos mercados de energia, o petróleo operava em forte alta: o WTI era indicado a US$ 84,33 por barril, avanço de 6,40%, e o Brent a US$ 86,80, ganho de 5,75%. A valorização pode aumentar a atenção sobre custos de frete, combustíveis e insumos. O Ibovespa ainda não tinha um fechamento nesta quarta-feira; a referência disponível era o encerramento de terça-feira em 176.565 pontos, alta de 0,70%.

Painel de cotações da abertura

Consulta realizada por volta das 9h30 de 29/07/2026, no horário de Brasília. As cotações internacionais e o câmbio são parciais e podem ter atraso. Os indicadores brasileiros e o Ibovespa correspondem ao último fechamento confirmado, em 28/07/2026.

Ativo e referênciaPreço e unidadeVariaçãoStatus e fonte
Café arábica ICE, setembro/26338,78 centavos de US$/libra-peso-0,18%Cotação parcial às 9h30; Investing.com
Milho CBOT, setembro/26456,25 centavos de US$/bushel-0,49%Indicativo consultado às 9h30; Farmbucks/DTN
Soja CBOT, agosto/261.200,50 centavos de US$/bushel-0,95%Indicativo consultado às 9h30; Farmbucks/DTN
Trigo SRW CBOT, setembro/26661,75 centavos de US$/bushel-0,11%Indicativo consultado às 9h30; Farmbucks/DTN
Boi vivo CME, agosto/26227,48 centavos de US$/libra+1,00%Indicativo consultado às 9h30; Farmbucks/DTN
Dólar comercial USD/BRLR$ 5,1220+0,03%Cotação parcial às 9h30; Investing.com
Petróleo WTI, setembro/26US$ 84,33 por barril+6,40%Cotação parcial consultada às 9h30; Investing.com
Milho ESALQ/B3, saca de 60 kgR$ 65,22-0,38%Fechamento de 28/07; CEPEA
Soja ESALQ/B3 Paranaguá, saca de 60 kgR$ 147,89+0,09%Fechamento de 28/07; CEPEA
Café arábica CEPEA/ESALQ, saca de 60 kgR$ 1.782,18+3,28%Fechamento de 28/07; CEPEA
Boi gordo CEPEA/ESALQ, média de SP por arrobaR$ 347,70+1,00%Fechamento de 28/07; CEPEA

O que a abertura significa para o produtor

No café, a principal mensagem é de volatilidade: o contrato abriu em queda, chegou a superar o fechamento anterior e retornou ao campo negativo. Para o produtor, o preço disponível no Brasil dependerá da combinação entre ICE, dólar, qualidade do lote e demanda regional.

Nos grãos, a baixa de Chicago reforça a importância de comparar a referência externa com câmbio, prêmios e frete. No milho, a entrada da safrinha aumenta a pressão em algumas praças; na soja, a formação do preço continua sensível ao movimento dos portos e à demanda exportadora. No boi, o indicador paulista fechou firme na terça-feira, mas as condições variam conforme praça, escala de abate e prazo de pagamento.

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